Momento de «inspiração»
No silêncio da casa,
com a música de fundo,
a memória divaga
e confunde-se com a imaginação.
Passa a mão pelo cabelo.
Adora aquele penteado.
E visualiza a sua presença.
A música bate ao ritmo
alucinante dos toques do coração.
A inspiração escorre
e morre no papel.
Serão estes os melhores
momentos para se escrever?
Simplesmente porque não têm
sentido, assim como não o têm
as palavras que se atropelam,
umas às outras, no caderno de linhas.
São momentos assim que dão que pensar.
Será a escrita um talento seu?
Mas aquela presença volta à memória.
Desviou-se do tema.
Não. É impossível desviar-se do que somos.
O autor confunde-se com a personagem.
E a música já é outra: rap desta vez.
Demorou-se a escolher as palavras.
A presença já passou pela cabeça de novo.
A música mudou.
O cabelo está à frente dos olhos.
O pulso obedece ao cérebro e escreve.
A página está quase no fim.
Ainda não sabe o título,
tão pouco o nome do conjunto de palavras,
frases, ideias, sentimentos que expressa.
A música agora é romântica.
A presença volta.
Vida complexa esta!
A mão esquerda segura o cabelo.
Adora mesmo este penteado.
Foi interrompida.
Já não está sozinha.
A inspiração tem que fazer um intervalo.
Ela não gosta de companhia quando se manifesta.
escrito em 14/09/05
No silêncio da casa,
com a música de fundo,
a memória divaga
e confunde-se com a imaginação.
Passa a mão pelo cabelo.
Adora aquele penteado.
E visualiza a sua presença.
A música bate ao ritmo
alucinante dos toques do coração.
A inspiração escorre
e morre no papel.
Serão estes os melhores
momentos para se escrever?
Simplesmente porque não têm
sentido, assim como não o têm
as palavras que se atropelam,
umas às outras, no caderno de linhas.
São momentos assim que dão que pensar.
Será a escrita um talento seu?
Mas aquela presença volta à memória.
Desviou-se do tema.
Não. É impossível desviar-se do que somos.
O autor confunde-se com a personagem.
E a música já é outra: rap desta vez.
Demorou-se a escolher as palavras.
A presença já passou pela cabeça de novo.
A música mudou.
O cabelo está à frente dos olhos.
O pulso obedece ao cérebro e escreve.
A página está quase no fim.
Ainda não sabe o título,
tão pouco o nome do conjunto de palavras,
frases, ideias, sentimentos que expressa.
A música agora é romântica.
A presença volta.
Vida complexa esta!
A mão esquerda segura o cabelo.
Adora mesmo este penteado.
Foi interrompida.
Já não está sozinha.
A inspiração tem que fazer um intervalo.
Ela não gosta de companhia quando se manifesta.
escrito em 14/09/05

1 Comments:
I like it! Good job. Go on.
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